quinta-feira, 26 de junho de 2014

Nuno Ramos por Júlia Studart

O novo título da Ciranda da Poesia traz os versos de Nuno Ramos, escritor e artista plástico, analisados pela professora da Escola de Letras da Unirio e também poeta, Júlia Studart. Um dos atrativos deste volume é a inclusão de material de Sermões, trabalho inédito do autor, considerado por Studart, como  "a aventura mais radical do trabalho de Nuno em livro".

Internacionalmente reconhecido na seara da arte plástica, o paulista Nuno Ramos também mostrou sua habilidade com as palavras e conquistou espaço no meio literário. Publicou seis livros e foi agraciado com o prêmio Portugal Telecom de Literatura da edição (2009) pelo seu quarto título, Ó. Os poemas selecionados para este volume da Ciranda foram selecionados nos livros Cujo e Junco, além do já citado Sermões.

  
“Nuno Ramos por Júlia Studart”, é o 23º título e soma-se a uma lista que inclui Ricardo Aleixo por Carlos Augusto Lima, Chacal por Fernanda Medeiros, Carlito Azevedo por Suzana Scramim, Aníbal Cristobo por Manoel Ricardo de Lima e Ingeborg Bachmann por Vera Lins, entre outros.


quarta-feira, 11 de junho de 2014

EdUERJ e o futebol

Futebol é um esporte vibrante, ainda mais com a Copa sendo realizada no Brasil...mas também é um fenômeno que merece e precisa ser discutido. Muitas pessoas se espantam quando descobrem que nem sempre o Brasil foi o país do futebol. Aliás, o célebre escritor Graciliano Ramos previa que se tratava de um modismo estrangeiro que não iria "pegar". Isso lá nos idos do século passado, em 1921.

No entanto, o futebol pegou e tornou-se algo que muitos acreditam "estar no sangue" da população. Um sentimento entre o mítico e o religioso. E influencia desde nossa paisagem geográfica até nossa ordem financeira, passando por questões ligadas à identidade nacional.

A EdUERJ vem publicando livros sobre o tema, como, em 2014, o "Entradas e bandeiras: a conquista do Brasil pelo futebol", de Gilmar Mascarenhas, e "Copas do Mundo: comunicação e identidade cultural no país do futebol", com organização de Ronaldo Helal e Alvaro do Cabo.

Mas é bom lembrar que houve outros. Alguns deles transcendem o futebol e alcançam o esporte como uma área mais ampla, como "O jogo continua: megaeventos esportivos e cidades", organizado por Gilmar Mascarenhas, Glauco Bienenstein e Fernanda Sánchez. Neste livro, de 2011, aborda-se justamente o que tanto se discute agora: quais os efeitos da realização de megaeventos? Como ficam a cidadania e direitos humanos? Este é o viés desta publicação.

Um destaque na área é "Futebol, jornalismo e Ciências Sociais: interações", organizado por Ronaldo Helal  Hugo Lovisolo e Antônio Jorge Gonçalves.   Este observa predominantemente a produção jornalística sobre futebol em determinados recortes temporais. São ensaios  como o que analisa o fenômeno Garrincha, assinado por Tiago Lisboa Bartholo e Antonio Jorge Gonçalves. Há também um artigo dedicado à forma como a imprensa argentina cobriu o fracasso de nossa seleção em 2006, por Ronaldo Helal e Alvaro do Cabo. Este livro é de 2011.

Mas já em 2005, antes mesmo de sermos selecionados como país-anfitrião, a EdUERJ já estava publicando. É o caso de Futebol e sociedade: um olhar transdisciplinar, de Martha Lovisaro e Lecy Consuelo Neves.Este é resultado do primeiro Colóquio de Educação Física e Desportos, apresentado na Uerj. O textos abrangem várias vertentes, que vão de um olhar nos aspectos sociomotores até um olhar que relaciona futebol e sincretismo religioso ou samba. Na realidade, é um livro inclui também outros esportes em sua análise.



Estes são alguns destaques da seleção da EdUERJ nas quatro linhas.

Afinal, torcer apaixonadamente não significa deixar o senso crítico para trás.



terça-feira, 10 de junho de 2014

Passado/presente e futuro...


Olhando pelo gráfico abaixo podemos constatar orgulhosamente o crescimento da EdUERJ. 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Hora de pensar sobre futebol

        Segunda-feira, a EdUERJ lança, na Livraria Folha Seca (Rua do Ouvidor, RJ) dois livros sobre futebol!

No Brasil existe um fenômeno: todos acreditam entender de futebol. Em período de Copa do Mundo então, nem se fala. Sempre há uma opinião formada sobre qualquer assunto e os ânimos muitas vezes se exaltam por uma bola na trave.
Debatem-se acaloradamente convocações, o ritmo de jogo, a forma física dos atletas, as estratégias mais adequadas, as seleções favoritas ao título; projetam-se até possíveis heróis ou culpados, no caso de malogro em uma Copa. Isto é ótimo, mas não seria interessante dar ainda mais substância à discussão?
Dois lançamentos na área editorial podem incentivar um debate mais aprofundado: Copas do Mundo: comunicação e identidade cultural no país do futebol, organizado por Ronaldo Helal e Alvaro do Cabo, e Entradas e bandeiras: a conquista do Brasil pelo futebol, de Gilmar Mascarenhas. Ambos saem pela Editora da Uerj e são indicados para quem gosta do esporte e deseja enxergar esta modalidade esportiva além das conexões sugeridas pelos comerciais de TV.
Copas do Mundo reúne 15 pesquisadores do meio acadêmico, com ensaios que abordam nove Copas do Mundo e uma Copa das Confederações. Os eventos foram selecionados de acordo com o grau de dimensão simbólica que adquiriram na imprensa e na sociedade brasileira, como as Copas conquistadas pelo Brasil.
Entradas e bandeiras oferece um olhar eminentemente geográfico sobre o processo histórico de desenvolvimento do futebol no Brasil. O autor aborda desde os momentos iniciais da adoção do esporte introduzido pelos ingleses até os dias de hoje, em que predominam os efeitos da concentração do poder e do capital sobre o espetáculo.
São livros que, ao falar da história, da cultura e dos mitos do esporte, investigam a realidade e as perspectivas do futebol brasileiro.